wish fulfillment

on-line

February 27 2004

O meu amigo Pedro e os seus LunaSeaSane deram um bonito e estranho concerto ontem à noite, na Restart.
Tens "aquela" voz que arrepia, que é GRANDE, que mais te posso mais dizer?


posted by katznalua at 18:41 | link | comments (2)

Sei que não é uma raridade ir ao dentista, muito menos arrancar dentes; contudo, não deixo de querer arrecadar unicamente para mim, toda a dor "pós-arraque", nomeando-me, então, a rapariga que mais sofreu no dia de hoje.
A não ligar: a dor faz mal à cabeça.

 


posted by katznalua at 18:36 | link | comments (1)

February 26 2004

PIXIES

Está confirmado. A banda mais fabulosa do planeta vai dar um concerto memorável no nosso país, em Lisboa. A data sortuda é 11 de Junho.

Here comes your man!

posted by katznalua at 21:00 | link | comments (3)

Um
banho...
Um
pouco
de
paz
e
serenidade
depois
da
tempestade


posted by katznalua at 12:03 | link | comments

February 25 2004

Queria mostrar menos de mim, mas o meu ser não mo permite.
Perdoa-me, se sou tão sincera, se sou tão nostálgica!... Se tenho tanta transparência nas palavras!


posted by katznalua at 16:16 | link | comments

February 24 2004

Este ano, aguardo ansiosamente por um disco muito particular: o tributo ao "I Could Live in Hope" dos magníficos Low, comemorativo do 10º aniversário deste seu álbum de estreia.
Nomes como Migala e Mark Kozelek, assim como Idaho, vão tocar-nos a alma com as melodias mais bonitas do século XX.
"We Could Live in Hope" é o nome.



posted by katznalua at 12:04 | link | comments (2)

February 23 2004

As palavras custam a sair. São sentidas, mas não valem muito.
Tempos houve, em que saiam preciosas, delicadas, visuais. Hoje, desacreditei-me, mas luto por elas mais do que alguma vez lutei. Preciso delas, quais exorcistas do meu corpo preso, da minha mente turva, nublada, do meu coração confuso, do meu ego pequenino.
Obrigada a ti, por me teres devolvido esse prazer! Por me teres devolvido a vontade de procurar a Paz outra vez...

I loved you in the morning, our kisses deep and warm,
your hair upon the pillow like a sleepy golden storm,
yes, many loved before us, I know that we are not new,
in city and in forest they smiled like me and you,
but now it's come to distances and both of us must try,
your eyes are soft with sorrow,
Hey, that's no way to say goodbye.

I'm not looking for another as I wander in my time,
walk me to the corner, our steps will always rhyme
you know my love goes with you as your love stays with me,
it's just the way it changes, like the shoreline and the sea,
but let's not talk of love or chains and things we can't untie,
your eyes are soft with sorrow,
Hey, that's no way to say goodbye.

I loved you in the morning, our kisses deep and warm,
your hair upon the pillow like a sleepy golden storm,
yes many loved before us, I know that we are not new,
in city and in forest they smiled like me and you,
but let's not talk of love or chains and things we can't untie,
your eyes are soft with sorrow,
Hey, that's no way to say goodbye.

Leonard Cohen "Hey, that´s no way to say goodbye"

























posted by katznalua at 17:20 | link | comments

February 22 2004

O amor é um espaço estranho.
Se conseguires entendê-lo, vem ter comigo e explica-mo, assim como te explicarei a essência do teu ser quando a compreender.


gently in these ragged folds
curled up and warm like easter's child
a breath so faint, angelic weight
i can't deny
that i drift sometimes
even in these loving moments
to summery fields i call my own
where i can lie and in them feel
at one with my death
with limbs outstretched
i can't deny
that i'm weak sometimes
even in my strongest moments
and the way you cry at me
i don't know why
you stay

Red House Painters "Moments"



posted by katznalua at 14:51 | link | comments (1)

February 20 2004

Eu sozinha
minúscula
frágil
fecham-me numa concha
para não me quebrar
mas quebram-me constantemente
erguem-me no ar
deixando-me cair
sem hesitar

 

posted by katznalua at 11:31 | link | comments

February 19 2004

 

O livro que aconselho hoje

posted by katznalua at 11:29 | link | comments (1)

Quero cuspir o tempo
fazer o mundo desaparecer
por entre os teus dedos
dançar no ar
girar pétalas de luz
de sol
de água
sentir o sal do mar
enrolar-se no chão
aos pés de uma criança
sentada na areia
abraçando a vida
soprando-a para dentro
de ti
como um beijo


Conceição Valdágua "Nas Asas do Vento"

















posted by katznalua at 10:33 | link | comments (13)

February 18 2004

A ingenuidade é, por muitos, contestada. Não está certo, não pode ser assim. Vivemos num mundo de tubarões, numa sociedade de competição, não podemos ser ingénuos. Vivemos num mundo de pessoas más, mesquinhas, falsas, hipócritas; um mundo de gente interesseira, egoísta.

Num panorama destes, não se pode ser ingénuo. Ser boa pessoa está absolutamente fora de questão. Se te confias demasiado a alguém és idiota. Se acreditas demasiado no que as pessoas te dizem, nas suas intenções em relação a ti e ao que é teu, és ingénuo, burro. Sempre foi assim, não acredito que vá mudar muito nos próximos séculos.


O que me assusta não é a hipocrisia em si; é mais a forma como os valores se têm vindo a inverter ao longo dos tempos, a bel prazer de cada um. Chega-se à conclusão que, à falta de capacidade para mudar, inverte-se os valores e pronto, fica tudo bem. Assim sendo, numa socidade de gente hipócrita e egoísta, o ser-se ingénuo e generoso é um defeito tremendo, quase pior do que dizer que as pessoas mais importantes são as que amamos e não as que fazem grandes feitos. É mais fácil, desta forma, interagir. É mais fácil viver. É mais fácil aceitar um "eu sou desconfiada, por isso não te vou ajudar", do que um "eu sou ingénua, por isso acredito que tenhas boas intenções"; é mais fácil ainda aceitar "eu sou má rés, por isso tu também deves ser" do que "eu sou incapaz de fazer mal a alguém, por isso acredito que tu também possas sê-lo". A bondade, a generosidade, a vontade de partilha, a confiança acabam, inevitavelmente, por cair no ridículo: é ridículo, aquele que é ingénuo e generoso. É ridículo, aquele que empresta dinheiro ao amigo que precisa, porque "sabes lá quando é que ele te pode pagar?". É ridículo, aquele que deposita extrema confiança nos que amam, porque "sabes lá se eles não têm uma na manga?". Mais ridículo é ajudar os outros, porque "o mais provável é eles estarem a aproveitar-se de ti". Quantas vezes não ouvi eu a célebre cantiga do "tens que mudar, tens que ser dura e mais insensível, senão os outros vão pisar em ti"? Antigamente, pensava duas vezes e tentava compeender a lógica desse argumento. Felizmente, nunca consegui deixar de ser "mole" e "sensível", para bem dos outros e de mim própria. É tudo uma questão de sermos aquilo em que acreditamos. É tudo uma questão de seguirmos a conduta que consideramos mais justa, independentemente da quantidade de anormais que vão aparecendo à nossa volta a ridicularizar tudo isso. É-se fraco por se ter pena? Não, é-se mais forte.

No fundo, a anedota é que os que gozam a ingenuidade de outros vão-se aproveitando dela e continuam, mesmo assim, convencidos que são grandes pessoas, pensadoras, independentes. São tolinhos. São brutos. É triste e assustador.

Também é um absurdo ser-se simples, num contexto de "simplicidade vs arrogância intelectual". É uma tristeza impressionante escrever-se por escrever, dizer-se por dizer, fazer por fazer... escrever o que nos vai na alma, em vez de elaborar um texto com ideias pré-concebidas, para que tudo soe muito profundo, mas distanciado dos nossos sentimentos; dizer o que o nosso coração e espontaneidade nos pedem, em vez de falar o tempo todo sobre o estado da Nação, sobre "os transportes públicos aumentaram outra vez, pela terceira vez no espaço de dois anos, que chatice!", "este é o Governo mais fascista das últimas décadas", "por mais tirano que o Saddam seja, os americanos não tinham o direito de exibir a dentadura dele" e por aí fora.


Não é que estas questões não sejam importantes... é apenas o estarem sempre presentes, a toda a hora, em todos os sítios. Chateia. Que mundo é uma merda não é novidade. O que parece ser uma novidade cada vez maior é que ainda há coisas boas nele e uma delas é a capacidade de sonhar. A capacidade de, numa sociedade de vale-tudo, de Capitães-Gancho contra os Peter- Pan deste planeta, haver ainda quem consiga distanciar-se disso tudo e sorrir um pouco. Sorrir pelas coisas simples da vida: sorrir porque o nosso gato está ali sentado com uma expressão magnífica; sorrir porque "tu hoje estás mais bonito que nunca"; sorrir, porque vemos nas pequenas coisas estáticas um mundo vivo e repleto de magia, de cor. Deixarmo-nos enternecer sem medo de o assumir. Rir, gozar com a vida, em vez de fazer o choradinho habitual, não é sinónimo de futilidade. Falar de carros e de computadores, de conquistas, de rabos, de mamas, em vez de palar de Política não significa ser-se alarve. Ler-se Calvin & Hobbes e Patinhas e ver desenhos-animados em vez de empinar o dicionário da língua portuguesa não é equivalente a "é burrinho, coitado". Por mais que custe aos sérios e aos excessivamente sérios, os fúteis que gozam, os alarves das "gajas" e dos "pcs", os broncos dos "quadradinhos" também sabem ser sérios. Se calhar, são-no mais ainda. Apenas não querem sê-lo a toda a hora, pois não sentem necessidade de provar nada a ninguém, a não ser que a boçalidade da vida não os fez esquecer o Sorriso.

Afinal, o sorriso é uma das inúmeras expressões que fazem parte do complexo ser-humano. Há muitos que o desconhecem, é um facto, mas faz parte. Se não soubermos sorrir, se não soubermos rir constantemente, os nossos lábios ficarão cada vez mais fechados, até ao dia em que nem para comer se conseguirão abrir.



(foto: katznalua)

"Devolvo-te a ternura..."










posted by katznalua at 11:51 | link | comments (3)

February 17 2004

Queria ter aquele espanta-espíritos da Juliette Binoche em "Azul", esse magnífico filme do Kieslowski!
Queria ter a serenidade da sua personagem, essa força para enfrentar o vazio e a solidão!
Queria ter o talento de Zbigniew Preisner, autor polaco da banda-sonora!
Queria ter o mundo em tons de azul água, em vez de preto escuro...

Belo!
Como toda a trilogia da bandeira de França (não necessariamente pela ordem que se segue)

 

 

 

 

e, em especial, "A Dupla Vida de Veronique"


O bailado de marionetas mais lindo! Um dos filmes da minha vida...






posted by katznalua at 16:41 | link | comments

Ela abriu o frigorífico e espreitou lá para dentro. Quatro iogures naturais, dois iogurtes líquidos de morango e melancia; meio queijo, três pacotes de leite: um gordo, um meio-gordo, um magro. Um Agros, um Mimosa, um Matinal. Dois limões e três cenouras. Vazio que mete dó.
Um tupperware escondido alegra-lhe o espírito.
A tampa custa a sair. Está agarrada, não mexe, não roda, não nada. Está presa ao mundo alimentício como os dedos dela estão presos à vontade suprema de abrir aquela caixa teimosa, a luta pela sobrevivência: a tampa ou a fome. "não és mais teimosa que eu", "filha da mãe".
O rosto avermelha-se, os dedos entortam; o estômago dói de persistência. "è apenas uma merda duma tampa", suspira... Uma tampa que cairá no esquecimento quando esta se abrir para si.
Abre-se, o tupperware solta-se dos braços, a comida espalha-se pelo chão da cozinha. "Estava-se mesmo a ver". E ali ficaram os restos, perdidos a escassos metros do caixote do lixo.
A comida é como as recordações: por vezes, digere-se; por vezes, deita-se no lixo. Poucas vezes se saboreia.

 






posted by katznalua at 12:55 | link | comments

T. Podia ter sido R. ou até mesmo M., nome inverso ao da minha mãe, mas quiseram os meus pais que fosse assim, T. e apenas T., sem mais nenhum outro nome próprio para o sustentar. T., por ser sonhador, para a minha mãe; T., como a companheira do Che Guevara, razão maior do meu pai.

O dia 18 de Maio sempre foi estranho para mim: até aos 18 anos era uma alegria comemorar a data; a partir de então, tornou-se como que uma fatalidade do destino. Hoje, com 25, sinto-me mais velha que nunca e cada vez com mais mágoa de envelhecer. Talvez por isso adore contos de encantar, duendes, fadas e caleidoscópios. Talvez por isso ainda traga na memória o meu herói Peter Pan e o Principezinho que, se não tivesse morrido, transformar-se-ia provavelmente no que sou hoje: uma criança crescida ou uma adulta pateta e sonhadora que gosta de viver a vida a correr, mas que não quer que os dias acabem tão depressa. Um paradoxo, mas a vida sem paradoxos não tinha graça nenhuma.

A minha mãe, A.M., diz que eu era dócil e muito calada quando era pequena. O meu pai, B., lembra-se de ficar exausto só de me tentar acompanhar nos passos, nas corridas, nas brincadeiras. Era um foguetezinho espevitado e andava sempre pelo chão, toda suja. Chamavam-me então o Piolho Encardido, por ser minúscula, lingrinhas e com uma barriga tipo etíope, mas com tanta genica que desnorteava qualquer um. Mais tarde, acalmei e tornei-me calada e pensativa. A minha mãe levou-me então ao médico, pois ficou preocupada com a minha mudança súbita de atitude, mas acho que devia apenas andar a passar alguma crise própria da infância.

Sempre tive fama de sonhadora e de criança melancólica, muito metida para dentro. Ainda hoje mantenho essa fama e, confesso, até gosto do rótulo. Diziam isso de mim talvez porque não ria das piadas dos adultos que não entendia e não tinha a mania que era engraçadinha, como a maioria das crianças. Lembro-me de, numa das minhas memórias mais preciosas da tenra idade, devorar desenhos-animados e ficar particularmente fascinada com as animações do Vasco Granja, aqueles lindíssimos e estranhos desenhos de leste. Lembro-me também dos ursinhos Mischka e Natasha e da sua linda e enigmática canção de embalar no genérico final. Com isso, veio o meu fascínio pela língua desses países, fascínio esse que foi abrangendo, mais tarde, a música e o cinema. Foi nessa altura que soube que T. era nome de princesa russa. O meu nome ganhou outro significado para mim e aprendi a gostar dele.

posted by katznalua at 10:48 | link | comments (3)

February 16 2004

Sinto saudades das madrugadas de Sábado para Domingo em que nos deleitávamos ao som do "Íntima Fracção".
Muitas vezes, regressavamos mais cedo do Bairro Alto, do Até ao Fim, para podermos disfrutar da música mais bonita do planeta. Parávamos o carro em frente à garagem e deixávamo-nos estar, ali, em silêncio. Pegavas na minha cabeça e encostava-la ao teu peito e eu envolvia os meus braços em ti com força, como se agarrasse o mundo com as mãos.
Melodias frágeis, leves. Melancólicas e sonhadoras. Serenas.
Era assim o nosso mundo, melodias soltas e bonitas.

frágil...

leve...

melancólico...

sonhador...

sereno...


Depois crescemos...

http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/esecweb1st.htm


















posted by katznalua at 11:13 | link | comments

February 15 2004

164. EXT. CITY STREET - LATE AFTERNOON/EVENING

Sailor runs up the street, holding his nose and SCREAMING LULA’S NAME.

He rounds a corner and spots her in the middle of a sea of cars.

He starts running towards her - leaping from one car to another until he
jumps on the hood of Lula’s car.

She sees him.

SAILOR
LULA!!!!

LULA
SAILOR!!!!

Lula wriggles out of the car and flys into his arms. Behind them is a
giant golden sunset. As they embrace - the sound of the horns goes
away. Lula’s gaze goes to a reflection of golden light on a windshield.
It is the same abstract scene she saw before in her room in Big Tuna,
but now she knows what it is. It is Pace’s happy, smiling eyes looking
up at the two of them in love.

Sailor, with a giant blue nose, looks into Lula’s eyes and sings “Love
Me Tender.”

The people in their cars, and the people on the street look on with a
feeling of love and happiness in their hearts.





THE END



































posted by katznalua at 14:21 | link | comments

Hoje um amigo disse-me que eu tinha "uma certa tendencia para melancolias etéreas, cenas lentas estendidas no ar".
Nem eu me teria descrito melhor...


posted by katznalua at 13:24 | link | comments

Cada amanhecer é um longo e árduo caminho...


Caroline says - as she gets up off the floor
Why is it that you beat me - it isn't any fun

Caroline says - as she makes up her eyes
You ought to learn more about yourself - think more than just I

But she's not afraid to die
All her friends call her 'Alaska'
When she takes speed, they laugh and ask her
What is in her mind, what is in her mind

Caroline says - as she gets up from the floor
You can hit me all you want to, but I don't love you anymore
Caroline says - while biting her lip
Life is meant to be more than this - and this is a bum trip

But she's not afraid to die
All her friends call her 'Alaska'
When she takes speed, they laugh and ask her
What is in her mind, what is in her mind

She put her fist through the window pane
It was such a funny feeling

It's so cold in Alaska...
it´s so cold in Alaska...
it´s so cold in Alaska...


("Caroline Says pt. 2" - Lou Red)
































posted by katznalua at 11:16 | link | comments

February 13 2004

Quando as mãos e os pés doem e os dedos estalam. Quando sentes as articulações presas. Quando a tensão se acumula nos teus ombros e no teu pescoço...
Quando perdes a fé...

I feel such a mess...


posted by katznalua at 17:36 | link | comments

February 11 2004

É curioso, como o universo do Tim Burton swempre me disse tanto. E no entanto, continuo a surpreender-me e a emocionar-me a cada nova investida cinematográfica, a cada novo filme, a sentir aquela necessidade de exclamar "isto sou eu, só que em filme; sou eu retratada de acordo com a visão de uma pessoa que nunca conheci e que não faz a mínima ideia que eu existo e que a adoro!". Sou eu retratada por um estranho que me toca, que me fala ao coração. Arrepia, a forma como me sinto feliz por vê-lo em pequenas coisas tão minhas: não tem medo de sonhar, não heista; sonha sonha sonha até a vida se perder ela própria num mundo de eterna fantasia. E podem-me tirar tudo, mas a minha tremendamente grande capacidade de sonhar, de viver noutro mundo, de ser uma criança num corpo adulto, isso é impossível tirarem-me... Porque eu vivo magia e voarei sempre mais alto de cada vez que me tentarem desacreditar este maravilhoso mundo interior em que habito.

Uma verdadeira homenagem ao génio e ao filme, que é belo.


 




posted by katznalua at 23:02 | link | comments

Espero ansiosamente pelo dia em que estes discos (o original, não a cópia, que essa já tenho) venham parar à minha mão


Blonde Redhead "mistery is Butterfly"


Movietone "The Sand and the Stars"


Ride "Waves". As peel sessions, portanto




posted by katznalua at 14:44 | link | comments



Este filme não é apenas o melhor filme de animação de sempre. É um dos melhores filmes de sempre. É um assombro. Uma coisa do outro mundo! Uma imaginação e uma ternura prodigiosas.
Ponto final sem contestação.




posted by katznalua at 10:37 | link | comments (1)

O disco deste senhor é uma maravilha



e o concerto que deu ontem, na ZDB, foi uma coisa do outro mundo! O maravilhoso mundo de Third Eye Foundation veio à tona, em tons de Jeunet et Caro e Tom Waits nos momentos mais embriagantes. Lindo lindo lindo lindo lindo! Hipnotizante.
Como primeira parte, ofereceu-nos um seu acompanhante musical cujo projecto se chama Many Fingers. Muito bom. Surpreendente.

E como tudo é uma surpresa, o Chris (outro) "Many Finger" pertence aos grandes Movietone . Ou seja, tive o ex-Third Eye Foundation a tocar com um Movietone, banda cuja vocalista/instumentista fez parte dos Third Eye Foundation. Giro :) Tudo tão interligado e com uma qualidade assombrosa!

No fim, de conversa e com umas cervejinhas oferecidas pelos extremamente simpáticos músicos, falou-se de Arvo Pärt e do "Alina", do concerto in Memoriam of Benjamin Britten pelo mesmo que o Matt Elliott viu em Bristol (sacana!), de um compositor alemão minimalista chamado Hans qualquer-coisa; de como os nossos condutores são malucos e que os portugueses stressam tanto para um país tão pequeno; de como esta foi a melhor audiência que eles já tiveram; do art-work fantástico dos Third Eye Foundation. E eu adorei aquele momento.










posted by katznalua at 10:29 | link | comments

February 6 2004

Acho que abriram excepcionalmente bem. Digamos que os primeiros 30 minutos foram muito intensos. Acabaram excepcionalmente bem, também. Ò encore foi muito muito muito bom e muito intenso. Lá para o meio, perderam-se. Houve momentos em que me deu a sensação de estarem a tocar aquilo um bocadinho pró aldrabado, o que não revela profissionalismo nenhum e, muito menos, consideração para connosco que, ainda por cima, tivemos 1 hora feitos estúpidos à espera deles, numa sala apinhada de gente.
O Stuart é uma simpatia! Houve momentos brilhantes, de grande intensidade, sem dúvida, mas faltou ali qualquer coisa. Faltou, talvez, um público imbecil como o que estava em Paredes de Coura e que os enervou e, dessa forma, levou os Mogwai a pôr os instrumentos no máximo e tocar com toda a fúria de que são capazes.
É isso. Faltou um público como o de Paredes de Coura.

Foi assim Mogwai, ontem, no Paradise Garage.




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February 4 2004

Este senhor é, seguramente, o artista mais extraordinário que ouvi nos últimos anos! Não tenho dúvida alguma que venha a ser um vício maior do que a própria música.
Este senhor, Gustavo Santaolalla, fez estas duas grandes bandas-sonoras, que espero encontrar à venda numa loja perto de mim

Este senhor é argentino. Vem, portanto, de um país magnífico, lindo, com as paisagens mais belas que alguma vez vi. Estepes com gelo ao fundo. Um lago que parece o mar. Patagónia. 

 

 




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February 3 2004

De repente, tudo desceu à terra.
Fiquei triste...




posted by katznalua at 23:37 | link | comments

 

 

 

 

É uma ansiedade, meu Deus!!!

 

posted by katznalua at 18:39 | link | comments

Isto é A banda-sonora!! Uma coisa do outro mundo, a quase obra-prima! A subtileza, a melancolia, o fim-de-tarde com o céu a azul negro e uns postes de electricidade ao fundo, a ver-se da nossa janela. É uma qualquer viagem de carro pela ponte Vasco da Gama ao pôr-do-sol, à medida que nos vamos aproximando da Expo e da Portela de Sacavém. É uma descida por uma estrada estreitinha abaixo, como quem vai para a Praia das Maçãs.

O seu criador, Gustavo Santaolalla, tornou-se no indivíduo musical que mais urgentemente quero conhecer!

posted by katznalua at 15:52 | link | comments

February 1 2004

posted by katznalua at 14:01 | link | comments